Perguntas Frequentes

Veja as respostas para as perguntas mais frequentes sobre os distúrbios da sexualidade e seus tratamentos.

REPOSIÇÃO HORMONAL MASCULINA

Quando é percebida a necessidade de reposição hormonal nos homens? Existe uma idade aproximada?

Nós sabemos que cerca de 15% dos homens com mais de 50 anos necessitam repor a testosterona. Os sintomas são inespecíficos (cansaço, falta de desejo sexual, dificuldade para ter ereção e perda da memória são alguns deles). Podem decorrer da falta de testosterona, mas também de depressão ou estresse. Para confirmar o diagnóstico é necessária a averiguação pela dosagem dos níveis de testosterona no sangue. A reposição de testosterona só deve ser feita quando o nível do hormônio está abaixo do normal.

Por que ocorre essa diminuição das taxas de hormônio? Existe uma média de perda anual? Quando a perda é considerada fora do normal?

Não se sabe muito bem porque alguns homens diminuem sua produção de testosterona. A partir dos 20 anos ocorre uma perda de cerca de 1% dos níveis de testosterona por ano.

Qual a diferença da reposição hormonal nas mulheres? É correto chamá-la de Andropausa?

Na mulher, a menopausa é um acontecimento fisiológico. Todas as mulheres passam por isto. No homem, a falta de produção da testosterona é uma doença, se chama Hipogonadismo do Idoso ou Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM). Andropausa é um nome inadequado, pois remete à menopausa, que é um acontecimento normal e o DAEM é uma doença que afeta um número pequeno de homens.

Quais os benefícios da reposição hormonal e em quanto tempo isso pode ocorrer?

Os homens que precisam de testosterona notam os benefícios rapidamente, logo nos primeiros dias.

E as contraindicações? Existem efeitos colaterais?

As contraindicações decorrem de situações em que a testosterona pode trazer risco. Por exemplo, em pacientes que têm câncer de próstata não tratado, o uso de testosterona pode fazer o tumor crescer rapidamente. Da mesma forma, nos raros casos de câncer de mama em homens. Em alguns pacientes a testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos, o que eleva o risco de tromboses.

Há riscos de o tratamento desencadear um câncer de próstata?

Só se o paciente tiver um câncer no início. Vários trabalhos científicos mostram que repor testosterona em níveis fisiológicos não leva ao aparecimento de um câncer que não existia.

É possível que as atividades voltem ao normal após o tratamento? No futuro, o paciente pode vir a ter que fazer o tratamento novamente?

As funções voltam ao normal com o uso da testosterona. É preciso entender que a reposição é para toda vida: ela busca suprir um órgão que não está produzindo corretamente.

DOENÇA DE PEYRONIE

Meu pênis está ficando curvo durante a relação sexual há cerca de dois meses. Tenho sentido dor durante a ereção e comecei a perceber um caroço no pênis. O que é isto?

Trata-se da Doença de Peyronie, em que ocorre uma “cicatriz” na túnica que envolve os corpos cavernosos. Este tecido, chamado de túnica albugínea, se distende no momento da ereção, com esta “cicatriz” ou “placa”. Com isso, o pênis tende a curvar ou ficar com uma depressão ou acinturamento. Esse nódulo não é um tumor maligno, não se tornará um e não causa impotência.

A Doença de Peyronie causa impotência sexual?

Raramente, pois a placa fica externa ao mecanismo da ereção. Dependendo da curvatura pode haver uma dificuldade na penetração. Muitos homens ficam muito angustiados ou ansiosos, e isto pode levar a uma disfunção erétil de causa psicológica. A maioria dos homens com esta doença tem rigidez peniana normal.

Como se trata a Doença de Peyronie?

A Doença de Peyronie tem uma fase dinâmica onde a deformidade peniana se altera e, em até 20% dos homens, pode desaparecer espontaneamente; esta fase dura em torno de 12 a 18 meses. Depois vem uma fase estável, na qual a curvatura não se modifica mais.

Um dos grandes problemas da Doença de Peyronie é que nós conhecemos pouco do mecanismo e das causas; isto dificulta um tratamento clínico efetivo para ela. Nós utilizamos alguns medicamentos orais e injetáveis, mas com resultados razoáveis. Na fase estável da doença, e quando a curva atrapalha a relação sexual, é possível fazer uma operação para corrigir a curvatura.

Ouvi dizer que a prótese peniana é o único tratamento eficaz para a Doença de Peyronie, é verdade?

Não é verdade. A prótese é indicada quando o homem tem uma causa física para sua disfunção erétil, o que raramente ocorre na Doença de Peyronie. A placa fica externa e não compromete o mecanismo da ereção na maioria dos homens. O que se faz, e somente quando a doença está em sua fase estável, são operações para corrigir a curvatura. São duas técnicas básicas: em uma delas nós fazemos uma “prega” no lado bom do pênis para compensar a curvatura, e, na outra, se faz um corte na placa e se coloca um enxerto para retificar o lado comprometido.

Por que a Doença de Peyronie causa tanta ansiedade no homem?

Primeiro, porque afeta o pênis e sempre traz o fantasma da impotência, o que é muito mais uma fantasia do que realidade. Depois, a falta de bons tratamentos clínicos e o tempo que se tem que esperar para fazer a operação aumentam a angústia. O melhor tratamento é ter paciência. No final, ou a curvatura que fica não atrapalha muito ou se faz a cirurgia, geralmente com bons resultados.

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